Para quem possa não saber, Scoop em inglês significa um furo jornalístico e é também o filme acabado de sair do Woody Allen com o próprio e a magnífica Scarlett Johansson.
Aos fãs da Scarlett, que não são poucos, não é preciso muito para vos convencer a ver este filme. Todos sabemos que os filmes da menina prodígio são, em geral, extremamente bons. Com uma excepção clara daquela colagem abusiva ao "Admirável Mundo Novo" que se dá pelo nome "a ilha". E este filme não foge à regra. Como não podia deixar de ser a nossa menina mostra mais uma vez ser uma atriz espetacular, desta vez criando uma personagem de menina com uns tiques de pita. Mas não se assustem que mesmo com uns tiques de pita ela continua a ser uma grande mulher.
Depois desta apresentação sobre a Scarlett como é que eu vos posso explicar que o Woddy Allen conseguiu ofuscar a Scarlett.
Ah pois é!
Neste filme temos a personagem típica do Woody Allen ao quadrado. Woody faz de um mágico muito mau mas muito cómico pelos seus exageros parvos. Comentários absurdos ditos da forma mais ridícula não caiam tão bem em mais nenhum actor e em mais nenhum escritor.
É fácil de imaginar que tal como muitos escritores Woody coloca numa personagem traços da sua própria personalidade, tornando-se obrigatório que seja o próprio a representar o papel. Em "Melinda & Melinda", outro actor representou o papel que obviamente representava a personagem de Woody Allen e o resultado ficou um pouco aquém.
Já em Scoop a personagem não podia ser representada por mais ninguém.
Já agora, prestem atenção à banda sonora. Uma musica clássica, que confesso não saber o nome, é a perfeita descrição do sentimento do jornalista conforme o enredo se adensa. Começa por transmitir algum mistério, mas conforme se vai "repetindo", torna-se progressivamente mais e mais intensa e cada vez mais acelerada.
Resumindo, são grandes actores, situações à Woody Allen, textos fabulosos e uma grande banda sonora.
Ah! E a história ?
Bem, desde que alguém esteve a jogar as cartas com a morte depois desta ter tentado fazer uma entrada em grande que não via uma história tão ... bizarra ? cómica ? alternativa ?
a melhor expressão que me ocorre é do arco da breca.
2 comments:
O Scoop é, para mim, quase totalmente ignorante nas artes do cinema, um filme muito bom. E digo isto por várias razões: primeiro, quando vou ao cinema e quero ter a certeza de que me divirto imenso, escolho uma comédia, e dou o dinheiro por medianamente bem empregue. Mas ver um, filme do Woddy Allen é algo de bastante seguro, embora com um certo elemento surpresa, desde que vi Match Point.
No fundo, é como um equivalente na fotografia: alguém que seja utilizador NIKON, fiel como eu, não vai suspeitar da qualidade de uma máquina topo-de-gama da CANON, mas há sempre alguma surpresa... O que difere é que eu não sou entendido em cinema, nem sequer amante de um género, mas reconheço que os filmes do Woody Allen divertem de forma inteligente, e fazem pensar mais do que uma comédia normal... Depois, reconheço que sou um fã da Scarllet, aquele mulherão, com cara de menina que interpreta os papéis de forma magistral, e fá-lo muito bem neste filme. E é aqui que discordo contigo quando dizes que elam é ofuscada pelo Woody Allen: apesar de estarem lado a lado, acho que a personagem é muito diferente da do W.A. e a própria construção do filme pede que sejam autónomas, embora actuando sempre em conjunto... O Scoop junta-se claramente à minha lista de filmes favoritos, em que o W.A. já marca presença com Match Point e não é, ao contrário do que foi dito por certa crítica bem mais autorizada que eu, um filme que escapa ao padrão de qualidade da cinematografia de W.A. E devo dar-lhe os parabéns por continuar a escolher a Scarllet para os filmes dele, que neste filme, faz as delícias que qualquer espectador, interpretando a limitada Sondra Pransky, de forma magistral, tanto mais que esta personagem representa quase um tipo social de certo tipo de estudantes de jornalismo que fica um pouco afastado da realidade, e perde a noção perante as exigências da vida real...no fundo, o protótipo de qualuqer estudante, exageradamente desligado do mundo real (mais do que um curso superior permite...).
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